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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Análise Sintática 18 - Orações Reduzidas

Chegamos a última parte sobre a temida Análise Sintática, não que ela acabe por aqui, pois ainda é extensa. São as ORAÇÕES REDUZIDAS.

Orações Reduzidas ocorrem quando servem como orações subordinadas, porém sem conectivos (conjunções integrantes ou pronomes relativos), ou seja, de forma reduzida. Um exemplo para facilitar a compreensão:
Tunando meu carro, vou pegar todas as gatinhas!
Percebeu que há duas orações, né? Tunando meu carro e vou pegar todas as gatinhas. Qual delas não tem sentido sozinha? vou pegar todas as gatinhas, certo? ERRADO! É Tunando meu carro, então é a subordinada. Mas ela não vem com nenhum conectivo. A oração inicia-se com um verbo no gerúndio. A partir daí, podemos tirar uma conclusão: orações reduzidas SEMPRE se iniciam com verbos em suas formas nominais, infinitivo (os verbos terminados em -r), gerúndio (verbos terminados em -ndo) ou particípio (verbos terminados em -do).

Ainda falta classificar a oração. A melhor maneira de fazer isso é passar a forma reduzida para a desenvolvida. Vamos ver:
Tunando meu carro, vou pegar todas as gatinhas! --> Forma Reduzida

Quando tunar meu carro, vou pegar todas as gatinhas! --> Forma Desenvolvida
Legenda:
Oração Principal
Oração Subordinada
Agora ficou mais fácil classificar. Então ficou assim:
Tunando meu carro --> Oração Subordinada Adverbial Temporal Reduzida de Gerúndio

vou pegar todas as gatinhas --> Oração Principal
Não mudou muita coisa. Só que agora tem que desenvolver a oração para classificar. Vou dar mais alguns exemplos:
Espero chegar em casa cedo --> Oração Subordinada Substantiva Obejtiva Direta Reduzida de Infinitivo

Ele contava
histórias de arrepiar até os mais corajosos. --> Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Infinitivo

Não é vergonhoso errar. --> Oração Subordinada Su
bstantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Na cidade, viam-se pessoas caminhando para o cemitério. --> Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Gerúndio

Mentindo assim
, você ficará em uma situação difícil --> Oração Subordinada Adverbial Condicional Reduzida de Gerúndio

Ferido no tornozelo
, ele não pode mais jogar --> Oração Subordinada Adverbial Causal Reduzida de Particípio

Fiquei surpresa com a casa, pintada de branco --> Oração Subordinada Adjetiva Explicativa Reduzida de Particípio

Mesmo vencido o campeonato
, permanecerão treinando. --> Oração Subordinada Adverbial Concessiva Reduzida de Particípio
Algumas observações finais:
  1. Orações reduzidas de infinitivo são mais comuns nas substantivas e nas adverbiais.
  2. Orações substantivas sempre serão reduzidas de infinitivo
  3. Em geral, as adverbiais vêm precedidas de preposição. Essa preposição pode facilitar na classificação sem desenvolvê-la. Exemplos: para designa finalidade/mesmo designa concessão.
  4. Não existem reduzidas das adverbiais comparativa e proporcional.
  5. Não há consecutiva e final reduzidas de gerúndios.
  6. Reduzidas de gerúndio são quase sempre adverbiais.
  7. Dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de desenvolvimento.
Bem, aqui foram algumas dicas, mas não há a necessidade de decorá-las, pois se você estudar e praticar certinho, vai tirar as mesmas conclusões e até as suas próprias.

Só.

Obrigado por ler!
James Juice

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Análise Sintática 17 - Período Misto

Bem, já estudamos quase tudo. Faltam os casos em que há orações subordinadas misturadas a orações coordenadas, subordinadas misturadas a outras subordinadas, períodos com inúmeras orações e vírgulas, enfim: uma grande orgia de verbos! São os PERÍODOS MISTOS.

Mas não é tão difícil quanto parece, é só usar tudo o que aprendemos até agora. Por exemplo:
Como aconteceu no período das expansões marítimas, o homem anseia por novas terras, a fim de conquistá-las e explorá-las, porém, hoje, essas terras são outros planetas, que são inóspitos, ou será que não?
NOSSA! São muitos verbos, logo muitas orações e está tudo bem misto. Vamos primeiramente encontrar as orações:
  • Como aconteceu no período das expansões marítimas --> Oração 1
  • o homem anseia por novas terras --> Oração 2
  • a fim de conquistá-las --> Oração 3
  • e explorá-las --> Oração 4
  • porém, hoje, essas terras são outros planetas --> Oração 5
  • que são inóspitos --> Oração 6
  • ou será que não --> Oração 7
  • ou será --> Oração 8
  • que não --> Oração 9
Agora, analisá-las:
  1. Como aconteceu no período das expansões marítimas --> Oração Subordinada Adverbial Conformativa
  2. o homem anseia por novas terras --> Oração Principal da Oração 1, da Oração 3 da Oração 4 e Oração Coordenada Assindética
  3. a fim de conquistá-las --> Oração Subordinada Adverbial Final
  4. e [a fim de] explorá-las --> Oração Subordinada Adverbial Final
  5. porém, no caso, essas terras são planetas --> Oração Coordenada Sindética Adversativa e Oração Principal da Oração 6
  6. que são inóspitos --> Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
  7. ou será que não --> Oração Coordenada Sindética Alternativa
  8. ou será --> Oração Principal da Oração 9
  9. que não [são inóspitos] --> Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Uma legendinha meio óbvia:
Orações Subordinadas
Orações Coordenadas
Oração Principal
Pode-se perceber que, às vezes, temos que deduzir alguns termos omitidos na oração, podendo ser conjunções, como no caso 4, verbos, como no caso 9, entre outros.

Bom, tem mais uma parte sobre a tal Análise Sintática, não pare de acompanhar.

Obrigado por ler!
James Juice

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Análise Sintática 16 - Orações Coordenadas Sindéticas

Agora que já estamos familiarizados com as orações coordenadas, precisamos aprender as classificações das sindéticas.

De um modo geral, classificam-se pelo sentido que as conjunções transmitem, quase da mesma meneira que as subordinadas adverbiais. Vamos a elas:
  • ADITIVA: estabelecem relação de adição, soma. Exemplo: Caiu a chuva e a plantação cresceu. Principais conjunções: e, nem, mas também.
  • ADVERSATIVA: estabelecem relação de oposição. Exemplo: Tentei viajar com meu filho, mas ele não quis ir. Principais conjunções: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, e.
  • ALTERNATIVA: estabelecem relação de alternância. Exemplo: Ou arruma seu quarto, ou limpa o banheiro! Principais conjunções: ou ... ou, ora ... ora, ... , quer ... quer.
  • CONCLUSIVA: estabelecem relação de conclusão. Exemplo: Você descobriu uma nova espécie de peixe, logo vá pegar seu prêmio. Principais conjunções: logo, portanto, pois (depois do verbo), então.
  • EXPLICATIVA: estabelecem relação de explicação. Exemplo: Fica tranquilo, que eu cuido dela. Principais conjunções: pois, porque, que.
Legenda:
Orações Coordenadas Assindéticas
Orações Coordenadas Sindéticas
A classificação das coordenadas é basicamente analisar suas conjunções, pois, desta vez, as conjunções são mais específicas. Com exceção, por exemplo, do e, que quando estiver adicionando uma informação, é aditiva; quando contrapondo, adversativa; meio óbvio, mas pode virar pegadinha. Como nos casos abaixo:
Estudei para a prova e fui bem. --> Oração Coordenada Sindética Aditiva
Estudei para a prova e fui mal. --> Oração Coordenada Sindética Adversativa
Outra informação importante é que sempre se separa as orações coordenadas com vírgulas, menos nas aditivas, e nas alternativas é opcional.

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 15 - Orações Coordenadas

Bom, continuando o assunto sobre os períodos compostos, vamos estudar as ORAÇÕES COORDENADAS.

As orações coordenadas apenas possuem relação semântica, diferentemente das subordinadas, que possuem também relação sintática. Ou seja, as coordenadas fazem sentido seperadamente. Exemplo:
O mestre morreu, mas deixou seguidores.
A oração O mestre morreu tem sentido sozinha, assim como deixou seguidores, portanto não possuem relação sintática; mas a conjunção mas deixa-as dependerem semanticamente da outra, em uma relação de oposição. Quando houver conjunções, a oração coordenada será SINDÉTICA, quando não, será ASSINDÉTICA. Por exemplo:
O tempo passa, a vida continua. --> Orações Coordenadas Assindéticas

A vida continua
, mas o tempo passa --> Oração Coordenada Assindética / Oração Coordenada Sindética
Percebeu que não há oração principal? Como as coordenadas não dependem sintaticamente de outra, não há razão para ter uma principal, ou seja, uma "mandar" na outra. Acompanhe meu raciocínio: imaginem uma indústria. Nela, há os chefes e os subordinados; mas só há chefes, porque existem subordinados e vice-versa, como nas orações subordinadas. Agora, as orações coordenadas seriam comparadas a sócios, que não se subordinam, mas precisam um do outro.

As coordenadas sindéticas podem ser confundidas com as subordinadas adverbiais. Mas é fácil resolver: basta inverter a ordem das orações. Se fizer sentido, será adverbial; caso contrário, será coordenada sindética. Dessa maneira:
A quadra está molhada, porque choveu. --> Porque choveu, a quadra está molhada (fez sentido, portanto Oração Subordinada Adverbial)

Choveu, porque a quadra está molhada. --> Porque a quadra está molhada, choveu (não fez sentido, portando Oração Coordenada Sindética)
Dá para resolver esse dilema analisando os sentidos que elas exprimem: no primeiro exemplo, chover é a causa da quadra estar molhada; já na segunda, a quadra estar molhada é apenas uma explicação de chover, uma pista de ter chovido.

Obrigado por ler!
James Juice

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Análise Sintática 14 - Orações Subordinadas Adverbiais

Finalmente, a última parte sobre as Orações Subordinadas, as ADVERBIAIS.

Tudo começa da mesma maneira que as outras: identifique a conjunção, que também é integrante, como já dito, separe a oração principal da subordinada. Pronto, acabou! Mas ainda precisamos saber suas classificações. Basicamente, devemos classificar as orações através do sentido que elas transmitem. Um exemplo:
Seu cachorro não é mais o mesmo porque está possuído. --> Oração Subordinada Adverbial Causal
A oração classifica-se como causal, pois expressa a causa do cachorro não ser mais o mesmo. Mas agora vamos às classificações:
  • CAUSAL: eu já disse, mas vou repetir. Expressa a causa da oração principal. Exemplo (outro): Como choveu muito, não fui ao parque. Principais conjunções: como (no início da oração), uma vez que, porque.
  • CONDICIONAL: expressa condição. Exemplo: Você pode ir pra balada contanto que saia com um cadeado na calcinha. Principais conjunções: se, ao mesmo que, desde que, contanto que.
  • CONSECUTIVA: expressa consequência (sem trema). Exemplo: O susto foi tamanho que seu coração parou. Principais conjunções: tão /tamanho/tanto ... que.
  • CONFORMATIVA: expressa conformidade. Exemplo: Como eu tinha dito, vocês vão morrer! Principais conjunções: como, conforme, segundo.
  • CONCESSIVA: expressa concessão. Exemplo: Mesmo que não chova, não vou ao parque. Principais conjunções: embora, mesmo que, ainda que.
  • COMPARATIVA: expressa comparação. Exemplo: Como uma grande garça branca voando nos céus do Pantanal, você alegra meu coração. Principais conjunções: como, mais/menos ... (do) que.
  • FINAL: expressa finalidade. Exemplo: Para que você me ouça bem, gritarei. Principais conjunções: para que, a fim de que, que.
  • PROPORCIONAL: expressa proporção. Exemplo: À medida que você gritava, eu ouvia melhor. Principais conjunções: à proporção que, à medida que, quanto mais/menos ... que.
  • TEMPORAL: expressa tempo. Exemplo: Quando você gritou, eu ouvi perfeitamente. Principais conjunções: quando, enquanto, logo que, desde que.
Ufa! Acabou, são tantas! Nove! Mas para facilitar a decoreba, lembre-se de que seis deles começam com a letra C. Agora preciso dar algumas informações importantes antes de terminar o post:
  • Vou dizer (ou escrever) novamente para frisar: a classificação das adverbiais é definida pelo sentido que elas transmitem.
  • Percebeu que coloquei algumas conjunções. São para deixar mais fácil a classificação das orações (rimou), pois, de algumas delas, dá-se para classificar apenas vendo a conjunção. Mas lembro que não foram escritas todas, apenas as principais.
  • Algumas conjunções não são específicas de um tipo, às vezes, ela pode servir para outros como você pode observar nos exemplos acima. A conjunção como serviu para três tipos, portanto é sempre bom analisar o sentido que elas exprimem antes.
  • Tente substituir algumas conjunções por outras de mesmo sentido para confirmar o tipo ao qual pertence. Exemplo: Como eu tinha dito por Conforme eu tinha dito, confirmando que é uma oração conformativa.
  • Como as subordinadas adverbiais fazem papel de advérbios, precisam estar no final do período para estar na ordem direta. Se não estiverem, vêm acompanhadas de vírgulas, seja no início ou no meio. Lembrando que colocar vírgulas, quando estiverem no fim, também não é errado.
Acho que é só!

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 13 - Orações Subordinadas Substantivas

Bom, existem também as Orações Subordinadas SUBSTANTIVAS (Jura?! Dá pra ver isso no título, né?)

As Orações Subordinadas Substantivas servem como termos sintáticos que estão faltando na oração principal. Exemplo:
Esta situação exige que sejamos cuidadosos.
A conjunção que separa as orações é o que. Na oração principal (Esta situação exige), percebe-se que falta um pedaço dela, pois quem exige, exige algo, portanto está faltando o objeto direto. A continuação dessa oração é outra oração, ou seja, que sejamos cuidadosos é uma Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta! Simples... É importante saber que o nome da conjunção que divide as orações é CONJUNÇÃO INTEGRANTE. Apenas, nas adjetivas que há pronomes relativos, nas outras são conjunções integrantes.

Ela se chama substantiva, pois se transformarmos a oração subordinada em uma palavra, ela seria um substantivo. Voltemos ao exemplo anterior:
Esta situação exige que sejamos cuidadosos. --> Oração Substantiva
Esta situação exige cuidado. --> Substantivo
Agora vamos aos tipos de substantivas:
  • SUBJETIVA: é quando a oração substantiva equivale ao sujeito. Exemplo: É necessário que todos passem no exame. DICA: Substitua a oração por ISTO e ponha na ordem direta e veja se faz sentido. Deste modo: ISTO é necessário (fez sentido).
  • PREDICATIVA: é quando equivale ao predicativo do sujeito. Exemplo: A necessidade é que todos passem no exame.
  • OBJETIVA DIRETA: é quando equivale ao objeto direto. Há um exemplo acima, mas vou dar outro: Ele admitiu que errou.
  • OBJETIVA INDIRETA: é quando equivale ao objeto indireto. Exemplo: Gosto de que massageie meus calos.
  • COMPLETIVA NOMINAL: é quando equivale ao complemento nominal. Exemplo: Eles estão confiantes de que vencerão.
  • APOSITIVA: é quando equivale ao aposto. Exemplo: Pedimos a todos uma coisa: que salvem as baleias!
Como as subordinadas substantivas são como termos da oração num período simples, NUNCA as separe com vírgulas! É como dizer: Eu, gosto, de chocolate. Não faça isso!

Na maioria dos casos de substantivas, as orações se iniciam com conjunções integrantes (que/se), mas pode acontecer de virem introduzidas por pronomes interrogativos (quem, que, qual etc) ou advérbios interrogativos (onde, como, quando etc), que funcionam da mesma maneira. Por exemplo:
  • Pronome interrogativo: O mundo ainda não descobriu qual é a fórmula do rejuvenescimento.
  • Advérbio interrogativo: Todos perguntam quando terão fim a fome e a pobreza.
Ainda tem mais!

Obrigado por ler!
James Juice

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Análise Sintática 12 - Orações Subordinadas Adjetivas

Agora que já sabemos o que são as orações subordinadas, vamos aprender sobre suas classificações, começando pelas Orações Subordinadas ADJETIVAS.

Primeiramente, precisamos saber o que são adjetivos. Esse é um assunto para outro post, pois se trata de outro ramo da gramática, a morfologia; mas, brevemente, os adjetivos são características, atributos dados aos substantivos. Por exemplo:
Rio de Janeiro é uma cidade litorânea.
Rio de Janeiro é uma cidade do litoral.
Rio de Janeiro é uma cidade que fica no litoral.
Note que as três frases têm o mesmo sentido, porém a informação foi passada de maneiras diferentes. Na primeira, a palavra litorânea é um adjetivo; na segunda, as palavras do litoral são uma locução adjetiva e têm valor de adjetivo; na última, há uma oração inteira substituindo um adjetivo! Viu? O terceiro exemplo apresenta uma oração, que é subordinada, pois sozinha não faz sentido, e é adjetiva, pois tem o mesmo valor de um, portanto, pode-se classificá-la como ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA.

NOTA: Há orações adjetivas que não podem ser tranformadas em adjetivos.

Dentro das orações subordinadas adjetivas, existem mais dois tipos: as EXPLICATIVAS e as RESTRITIVAS. Exemplos:
Os alunos, que foram mal no exame, sairão mais tarde da escola. --> Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

Os alunos que foram mal no exame sairão mais tarde da escola. --> Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
A diferença entre elas, visualmente, é que uma tem vírgulas e a outra não. Mas, semanticamente, a diferença é mais profunda: na primeira, as vírgulas apenas expressam uma explicação, ou seja, todos os alunos foram mal na prova e todos sairão mais tarde, generalizando-os; na segunda, a falta de vírgulas restringe os alunos, de modo que apenas os alunos que foram mal no exame sairão mais tarde e não todos. Não é tão complicado assim, né?

Outra coisa importante e que facilita a compreensão é saber que uma oração subordinada adjetiva sempre se inicia com um PRONOME RELATIVO. Pronomes relativos também são assunto para outro post, mas, de um modo geral, são fragmentos que substituem palavras, evitando a repetição delas. Exemplo:
Todos choraram a perda do carro. O carro era novo.
Todos choraram a perda do carro que era novo.
Viram como identificar um pronome relativo? Se ainda acha difícil, basta substituir o que por o qual, os quais, a qual, as quais, etc, se der certo, o tal que é um pronome relativo. Desta forma:
Todos choraram a perda do carro que era novo.
Todos choraram a perda do carro o qual era novo. --> deu certo!

Lembre que o mundo está morrendo.
Lembre o qual o mundo está morrendo. --> NÃO deu certo!
Concluindo, se você encontrar um período composto e houver pronome relativo, com toda certeza é uma Oração Subordinada Adjetiva, que pode ser Explicativa ou Restritiva.

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 11 - Orações Subordinadas

Vamos, então, estudar os períodos compostos, começando pelas ORAÇÕES SUBORDINADAS!

Orações Subordinadas são aquelas que dependem sintaticamente e semanticamente de outra. Não entendeu? É aquela que não faz sentido algum sozinha. Vamos a um exemplo para facilitar:
Você fede como um gambá defecando em cima do vômito dum cadáver.
Percebe-se que há dois verbos na frase: fede e defecando. E podemos dividir esse período em dois: Você fede e como um gambá defecando em cima do vômito dum cadáver. Cada verbo é uma oração, portanto, dois verbos, duas orações. Para dividi-la devemos encontrar a conjunção que é, no caso, como (às vezes, pode ser um pronome). Repare nessas duas orações, qual delas não faz sentido sozinha? Tempo: tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac! O tempo acabou. Qual é a resposta? Se eu disser Você fede, você vai entender perfeitamente. Agora, se eu disser como um gambá defecando em cima do vômito dum cadáver somente, você vai sentir falta de algo para fazer algum sentido. Conclusão: como um gambá defecando em cima do vômito dum cadáver é uma Oração Subordinada, pois depende da outra, que tem sentido completo, por isso ela é chamada de ORAÇÃO PRINCIPAL. Resumindo, a oração que se encaixa dentro de outra recebe o nome de subordinada; a oração dentro da qual se encaixa uma subordinada chama-se principal.

Essa foi só uma introdução ao assunto das subordinadas. Ainda tem mais.

Obrigado por ler!
James Juice

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Análise Sintática 10 - Orações Subordinadas e Coordenadas

Olá!

Este post é só para introduzir esse novo assunto, que não deixa de fazer parte da Análise Sintática. Até agora estudamos os termos da oração, no período simples, ou seja, a relação de cada palavra dentro de apenas uma oração. Pois a partir de agora, estudaremos os períodos compostos, ou seja, a relação que cada oração tem com outra, e não mais os termos que pertecem a ela. Isso quer dizer que teremos vários verbos, consequentemente, várias orações para analisar.

Exemplos:
Explodi um mágico com um fósforo. --> PERÍODO SIMPLES (1 verbo)

Se você não comer todo o jiló, faço você engoli-lo por trás. --> PERÍODO COMPOSTO (3 verbos, no caso)
Obrigado por ler!
James Juice

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Análise Sintática 9 - Vocativo

Esse é o mais simples, creio eu!

VOCATIVO é um termo isolado da oração e o nome pelo qual se faz um chamado ao interlocutor. Vamos a uns exemplos:
Joana, tem uma aranha no teto!

Ouçam, ouvintes, o som da vitória.
Importante é lembrar que o vocativo SEMPRE estará entre vírgulas. Outra coisa: vocativo é o nome da função sintática, mas ele possui outros nomes: Invocação ou Apóstrofe, que são figuras de linguagem.

Simples, né?

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 8 - Aposto

Vou tentar ser breve.

APOSTO
é um termo ligado ao nome, não possui preposição e explica ou resume o nome, ou os nomes, a que se refere. Exemplos:
A águia, uma ave de rapina, é um símbolo americano.

O Corinthians contratou mais dois jogadores para 2009: Ronaldo e sua barriga.

O rio Amazonas é fascinante.

A riqueza, o poder, a fama, nada tirou sua humildade.

Quando o aposto explica um palavra de maneira óbvia, vem acompanhado de vírgulas.

Até agora é o mais curto!

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 7 - Agente da Passiva

Para entender o que seria o AGENTE DA PASSIVA, precisamos sabe o que é a VOZ PASSIVA.

Os verbos, além de outras classificações, possuem VOZES, que são formas para indicar se a ação verbal é praticada ou recebida pelo sujeito. Há a voz passiva, a voz ativa e a voz reflexiva. Voz ativa é quando o sujeito pratica a ação; voz passiva é quando o sujeito recebe a ação; e voz reflexiva é quando o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo. Exemplos:
O gato arranhou o sofá. --> voz ativa

O dinheiro público é roubado pelos nossos políticos. --> voz passiva

A menina se cortou com um garfo. --> voz reflexiva
Agora, preste atenção nisso: A VOZ ATIVA PODE SER PASSADA PARA A VOZ PASSIVA e VICE-VERSA. Veja:
Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.

O Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral.
Percebeu? O sujeito, no primeiro exemplo, é o agente (pois foi Pedro Álvares Cabral quem descobriu), portanto, é um sujeito agente! No segundo, o sujeito é Brasil, mas Pedro Álvares Cabral continua sendo o agente, portanto o sujeito é paciente, sofreu a ação. Mas qual é o nome que se dá ao termo que continua sendo agente, mesmo não sendo sujeito? AGENTE DA PASSIVA. Entendeu a lógica? Simples. Como o segundo exemplo está na voz passiva, possui um agente da passiva que é por Pedro Álvares Cabral (lembrando que não é obrigatório a presença de um agente na voz passiva).

Concluindo, agente da passiva é um termo ligado ao verbo, sempre estará com a preposição por
ou suas contrações (pelo, pela, pelos, pelas, etc) e indica o executor da ação verbal.

É só.

Obrigado por ler!
James Juice

Análise Sintática 6 - Complemento Nominal

Bom, esse às vezes causa confusão, mas vou tentar simplificar.

COMPLEMENTO NOMINAL é um termo ligado ao nome, complementando seu sentido, e sempre será PREPOSICIONADO (terá uma preposição). Exemplo:
Esta avenida é paralela ao rio.
O termo ao rio é o complemento nominal ligado ao nome paralela, lembrando que ao é uma preposição (contração = a preposição+ o artigo).

O que pode acontecer é a confusão entre complementos nominais e adjuntos adnominais, ou até mesmo com objetos indiretos. Primeiramente, veja a que o termo em questão está ligado: a um verbo ou a um nome? Se for verbo, será objeto indireto. Agora, se for a um nome, veja os exemplos abaixo para entender melhor:
Eu preciso de ouro para fazer o anel. --> objeto indireto (ligado ao verbo preciso)

A venda de ouro na internet foi um sucesso. --> complemento nominal

Aquele homem tem um coração de ouro. --> adjunto adnominal
Como saber quando é complemento nominal e adjunto adnominal nos dois últimos exemplos? Complemento nominal indica o paciente afetado pela ação do nome a que se liga, ou seja, se o termo em dúvida é o agente ou o alvo da ação do nome. Volte nos exemplos: no segundo, do ouro é alvo da venda. O ouro é quem vende ou ele é vendido? É vendido, portanto é o alvo. Quando for o agente, e não paciente, será adjunto adnominal ou quando for um quando o nome for substantivo concreto (no terceiro exemplo, coração é um substantivo concreto, portanto de ouro é um adjunto adnominal).

A preposição de e suas contrações (do, da, dos, das, etc) são as que podem causar confusão, porque, convenhamos, as preposições a, à, ao, para, com e outras já indicam alvo, portanto designam complemento nominal.

Obrigado por ler!
James Juice

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Análise Sintática 5 - Adjuntos

Esse é curto, prometo!

Adjuntos são termos acessórios à oração. Para ficar mais simples: são "fofocas", coisas que dizemos a mais. É quando a mensagem principal é passado, mas ficam expressados termos anexos. Deu pra entender? Vamos exemplificar:
Dercy Gonçalves morreu este ano.
Dercy Gonçalves morreu é a mensagem principal, não é? Só ela transmite tudo! Sujeito mais verbo intransitivo. Pronto, tem tudo! Mas... este ano é uma informação extra, que expressa tempo e é um advérbio (locução adverbial para ser mais exato).

Adjuntos Adverbiais sempre serão advérbios ou locuções adverbiais (mais de uma palavra para formar um advérbio) e expressarão alguma circustância. É simples saber qual circunstância o adjunto adverbial expressa. Basta fazer algumas perguntas ao verbo. Se você perguntar:
  • AONDE? --> Lugar
  • COMO? --> Modo
  • QUANDO? --> Tempo
  • QUANTO? --> Intensidade
  • COM QUEM? --> Companhia
Lembrando que há outros tipos de advérbios, como de afirmação, negação e dúvida. IMPORTANTE: com a pergunta QUEM?, você vai encontrar o sujeito, com a pergunta O QUÊ?, o objeto direto e DO QUÊ?, o objeto indireto. Concluindo, os Adjuntos Adverbiais são termos acessórios que mudam o sentido da oração, pois são advérbios, alterando a conotação do verbo, de um adjetivo ou mesmo de um outro advérbio.

Agora, os ADJUNTOS ADNOMINAIS alteram e auxiliam no sentido de um nome (dã!). Exemplo:
Os meus três velhos papagaios morreram.
A informação principal é papagaios morreram. Os+meus+três+velhos são palavras que auxiliam no sentido de papagaios, portanto são adjuntos adnominais. Uma dica legal é que os adjuntos adnominais serão as classes gramaticais satélites ao substantivo, que geralmente é o núcleo, como numeral, pronome, adjetivo e artigo.

Não falei que seria curto?! Ok, não foi tão assim...

Obrigado por ler!
James Juice

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Análise Sintática 4 - Objetos e Predicativos

Voltando...

Você já sabe a definição de OBJETO e PREDICATIVO, mas não com esses nomes. Quer ver como você já sabe? Lembra que havia verbos que precisavam de complemento? Então, esse complemento é o objeto! Lembra também que havia uns com preposição e outros sem? Pois bem, quando o objeto tiver, será INDIRETO, quando, NÃO tiver, será DIRETO.

Vamos a alguns exemplos para facilitar, pois pode ter complicado:
Nós adoramos o Domingo Legal!
Pois bem, vamos desde o começo (leia os posts anteriores para entender melhor): Qual é o verbo? adoramos. Faça aquela pergunta ao verbo. Quem é que adora? Nós. Então, Nós é o sujeito! Mas não acabou. Quem adora, adora alguma coisa, então o verbo precisa de complemento. Se eu disser: "Eu adoro", você vai perguntar: "Adora o quê?", né? Qual é o complemento do verbo nesse caso? o Domingo Legal. Esse complemento tem preposição? NÃO. Então ele é um objeto direto.
Temos então:
Nós: sujeito
adoramos o Domingo Legal: predicado
adoramos: verbo transitivo direto
o Domingo Legal: objeto direto
Entendeu? Vamos a mais um exemplo:
Preciso de uma enorme taça de sorvete de baunilha.
[Eu]: sujeito (oculto)
Preciso de uma enorme taça de sorvete de baunilha: predicado
Preciso: verbo transitivo indireto
de uma enorme taça de sorvete de baunilha: objeto indireto (de é a preposição)
Lembram-se de que às vezes o verbo não era importante, e sim o nome. Então, esse nome tem um nome (hehehe). Quando estiver se dirigindo (caracterizando) o sujeito, será PREDICATIVO DO SUJEITO. Predicativo significa qualidade, daí fica mais fácil de entender sua função na oração. Exemplo:
Ele é burro.
Ele: sujeito
é burro: predicado
é: verbo de ligação (pode-se ser substituído por um (=), pois não tem valor significativo)
burro: predicativo do sujeito (pois está caracterizando sujeito)
Muito bem. Agora, há casos em que há dois núcleos, um verbo e um nome. São duas as formas:
SUJEITO + VERBO INTRANSITIVO + PREDICATIVO DO SUJEITO

O trem passou rápido.
Vamos analisá-la:
O sujeito é fácil: O trem. O verbo (passou) é intransitivo, tem sentido completo, não precisa de complemento. E rápido está caracterizando O trem, portanto classifica-se como predicativo do sujeito. Verbos significativos e predicativos sempre serão núcleos, ou seja, há dois núcleos nesse caso, o que classifica o predicado como VERBO-NOMINAL (o final do post anterior está melhor explicado). A outra forma é:
SUJEITO + VERBO TRANSITIVO + OBJETO + PREDICATIVO DO OBJETO

Os brasileiros elegeram Lula presidente
elegeram é um verbo transitivo direto, portanto pede objeto direto. presidente está caracterizando Lula, que é o objeto. Logo, presidente é o predicativo do objeto. Outra forma do predicado VERBO-NOMINAL. E mais raro ocorrer esse caso com verbos transitivos e objetos indiretos.

Creio que seja isso por enquanto.

Obrigado por ler!
James Juice

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Análise Sintática 3 - Predicado

Vamos estudar o outro termo essencial da oração, o predicado.

Consta no post Análise Sintática 1 a definição de predicado, mas usemos o bom e velho Ctrl+C, Ctrl+V e colemos aqui de novo. Predicado é a parte que contém o que se declara a respeito do sujeito, ou seja, o resto. É só achar o sujeito, o resto é o predicado (nele que o verbo está).

Estudar o predicado é o mesmo que estudar o verbo que há nele. Há dois tipos de verbos: os SIGNIFICATIVOS e os INSIGNIFICANTES (hahaha, não resisti à piada, mas fica mais fácil de lembrar). Brincadeira, não são chamados de insignificantes e não estou menosprezando esses verbos, mas são verbos sem valor significativo, sem muita importância, podem ser substituídos por outra palavra ou mesmo por um sinal de igual (=). Vamos começar por eles:
  • Verbo de Ligação: os verbos insignificantes são chamados de verbos de ligação, pois só estão presentes no predicado para ligar dois termos. Eles não têm importância sintática, devido ao fato de não serem o núcleo do predicado, e sim, ser um nome. Exemplo:
Eu sou um imbecil.
Vamos analisá-la. Sujeito? Eu. Certo. Predicado? sou um imbecil. Muito bem. Agora, se eu disser: Eu permaneço um imbecil, Eu estou um imbecil ou mesmo Eu=um imbecil, você compreende perfeitamente, e a mensagem principal foi passada. Por quê? Porque o verbo não é importante, só está lá para ligar.

Vamos agora para os verbos significativos. Quando aparecerem, eles que serão o núcleo do predicado e se dividem em INTRANSITIVOS e TRANSITIVOS.
  • Verbo Intransitivo: existe quando ele passa a informação na sua totalidade. Só ele é necessário para exprimir uma idéia completa, portanto, não precisa de um termo que complete seu sentido. Exemplo:
O padre baloeiro sumiu com seus 1001 balões e morreu.
Como vocês perceberam, esses dois verbos já transmitem toda a mensagem. Eles não precisam de complemento, o sentido inteiro se concentra neles. Essa história de "complemento" pode estar confundindo, né? Mas, quando explicar os verbos transitivos, vai ficar mais fácil.

Os verbos transitivos são aqueles que não fazem sentido sozinhos, precisam de complemento! Há três tipo:
  • Verbo Transitivo Direto: se o complemento do verbo NÃO tiver uma preposição. Exemplo:
Eu adoro animês.
O verbo, nesse caso, não tem sentido completo, porque quem adora, adora alguma coisa. Portanto, precisa de um complemento, complemento sem preposição! Deu pra entender? Fácil, né? Calma, depois complica... Hehehe.
  • Verbo Transitivo Indireto: é quando o verbo precisa de complemento e ele vem com uma preposição. Exemplo:
Eu gosto de mitologia nórdica.
O verbo novamente necessita de complemento que, no caso, tem uma preposição (de).
  • Verbo Transitivo Direto e Indireto: é quando o verbo possui os dois complementos. Exemplo:
Eu ainda não escrevi o depoimento a uma amiga.
Já estamos acabando. Depois de analisar o verbos, vamos estudar os tipos de predicado:
  • Predicado Nominal: é quando o núcleo é um nome, ou seja, quando há o tal verbo de ligação.
  • Predicado Verbal: é quando o verbo for significativo, seja transitivo ou intransitivo.
  • Predicado Verbo-Nominal: é quando o núcleo é um nome e um verbo. Há duas formas dele aparecer:
  1. Verbo significativo+predicativo do sujeito
  2. Verbo significativo+predicativo do objeto
O conceito de predicativo será explicado no próximo post.

Tem muito mais ainda!

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James Juice

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Análise Sintática 2 - Sujeito

Continuando nossa aula sobre Análise Sintática, vamos nos aprofundar melhor no SUJEITO. Já expliquei no post anterior sua definição, mas não custa nada falar de novo. Sujeito é um dos dois termos essenciais em uma oração, formado por uma ou mais palavras e designa o ser a respeito do qual se declara alguma coisa, ou seja, do quê ou de quem estamos falando. Já expliquei também como o encontra, mas vamos revisar: basta encontrar o verbo e perguntar para ele: quem? ou o que é quê? A resposta é o sujeito. Exemplos?
Todos os políticos brasileiros são honestos.
Quem são honestos? Sujeito: Todos os políticos brasileiros.

Não existe corrupção no Brasil.
O que é que não existe no Brasil? Sujeito: corrupção.
Mas a matéria sobre sujeito não acabou. Ainda há os tipos de sujeitos. São eles:
  • Sujeito Simples: É aquele que possui apenas um núcleo. Exemplo: O tráfico de drogas está acabando no Brasil. Núcleo: tráfico.
Detalhe 1: Embora o sujeito seja O tráfico de drogas, o núcleo é apenas tráfico, pois é ele que transmite a mensagem principal, as outras palavras só estão auxiliando no sentido, complementando. Afinal, você entenderia se eu dissesse assim: O de drogas está acabando no Brasil? Acho que não. Agora, se eu disser: Tráfico está acabando no Brasil você entende perfeitamente, faltando alguns detalhes, mas a mensagem importante foi passada.
  • Sujeito Composto: É aquele que possui dois ou mais núcleos. Exemplo: O número de analfabetos e o índice de desemprego são os menores em anos. Núcleos: número/índice.
  • Sujeito Oculto (ou Elíptico): É aquele que é identificável pela terminação verbal ou pelo contexto. Exemplo: Adoro assistir a novelas. Sujeito: [Eu], dá para se perceber qual é o sujeito, mas ele não está explícito.
  • Sujeito Indeterminado: É quando o sujeito existe, mas não dá para se determinar. Há duas formas sintáticas em que ele aparece:
  1. Verbo na 3ª pessoa do plural. Exemplo: Roubam dinheiro público.
  2. Verbo na 3ª pessoa do singular + se. Exemplo: Rouba-se muito no Brasil.
Detalhe 2: Nem sempre um verbo na 3ª pessoa do plural forma um sujeito indeterminado. Se num contexto, ele já foi dito, será determinado. Exemplo:
Marginais me assaltaram e furtaram tudo o que tinha. (sujeito determinado, no caso, simples)
Detalhe 3: Pode causar confusão o segundo caso, pois verbo na 3ª pessoa do singular + se nem sempre significa sujeito indeterminado, às vezes pode ser sujeito determinado (simples ou composto). É fácil descobrir a diferença: se, depois do se, houver uma preposição, ele será sujeito indeterminado. Agora, se não, será sujeito determinado, pois estará na voz passiva analítica (Voz Passiva vai ser melhor explicada nos próximos posts). E até a classificação do se muda nas duas situações. Veja a tabela abaixo para facilitar:
  • Sujeito Inexistente (oração sem sujeito): É quando ela não possui nenhum elemento ao qual o predicado possa ser atribuído. Como o verbo não admite sujeito, eles se apresentam SEMPRE na 3ª pessoa do singular e classificam-se como verbos impessoais. Veja os mais importantes:
  1. Haver: quando é sinônimo de "existir", "acontecer" e indicando tempo passado, permanece impessoal. Exemplos: Não maldade no mundo. Já houve guerras no Brasil. dois dias, eu estava com uma diarréia de matar.
  2. Estar: indicando tempo ou clima. Exemplo: Está frio.
  3. Ir: quando indica tempo. Exemplo: Vai para dois meses que estou preso.
  4. Fazer: quando indica tempo passado ou futuro e clima apresenta sujeito inexistente. Exemplos: Faz calor. Faz duas semanas que eu não vou ao banheiro.
  5. Ser: quando estiver expressando tempo, clima ou distância, não há sujeito, porém às vezes ele pode estar na 3ª pessoa do plural. Exemplos: Era noite quando chegamos a casa. São duas horas da tarde.
  6. Fenômenos da Natureza (chover, nevar, ventar, trovejar e outros): também formam orações sem sujeito.
Detalhe 4: Quando estiver empregado algum verbo que expressa fenômeno da natureza, mas no sentido figurado, a oração terá sujeito. Exemplo: Choveram aplausos. Sujeito: aplausos.

É isso por enquanto, mas a sintaxe não acaba por aqui.

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James Juice

Análise Sintática 1 - Introdução e Termos Essenciais da Oração

Olá! Chegou a hora de vermos a, muitas vezes, temida Análise Sintática, que não é esse bicho-de-sete-cabeças que a maioria acha. Na verdade, é pura lógica. É só estudar que fica fácil.

Para começar, devemos saber que a Análise Sintática faz parte de um ramo da Gramática, a SINTAXE (NÃO se pronuncia sintaKSe, e SIM sintaSSe), que estabelece as relações de combinação (ordenação, dependência e concordância) entre as palavras. Quando dizemos algo, as palavras ditas precisam estar bem dispostas na frase para fazer sentido, e o interlocutor compreender corretamente, por isso a sintaxe é importante. Ela é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Está parecendo complicado, mas não é tanto assim. E a Análise Sintática serve para 'dividir' as palavras na frase e entender suas funções, ou seja, analisá-las (óbvio!).

Precisamos saber que só podemos analisar sintaticamente ORAÇÕES. Aí você pensa: 'Oração? Tem algo a ver com religião? O que é isso? Se só podemos analisar orações, é porque há outra coisa.' Vamos, igual ao Jack Estripador, por partes (pegou a piada? Péssima, né?): Existem as FRASES e as ORAÇÕES. Frases são todo enunciado com sentido completo, podendo ter uma ou mais palavras. Se ela não possuir verbo, chamamo-la de Frase Nominal. Por exemplo:
Silêncio!
Oi para todos!
Se ela possuir verbo, ela vai se chamar Frase Verbal ou... Oração! Percebeu? Apenas frases com verbos podem ser analisados sintaticamente. Exemplos:
Vamos embora daqui!
Joana quer ir no banheiro.
Eu sou um idiota.
Agora, vamos falar da Análise Sintática propriamente dita: toda oração possui dois termos essenciais: o SUJEITO e o PREDICADO. O sujeito é o termo (palavra ou conjunto de palavras) da oração que designa o ser a respeito do qual se declara alguma coisa, ou seja, do quê ou de quem estamos falando. E predicado é a parte que contém o que se declara a respeito do sujeito, ou seja, o resto. É só achar o sujeito, o resto é o predicado (nele que o verbo está). Mas como se acha o sujeito? Simples: encontre o verbo e pergunte para ele: quem? ou o que é quê? A resposta é o sujeito. Exemplos?
Todos os políticos brasileiros são honestos.
Quem são honestos? Sujeito: Todos os políticos brasileiros. Predicado: são honestos

Não existe corrupção no Brasil.
O que é que não existe no Brasil? Sujeito: corrupção. Predicado: Não existe [...] no Brasil
Simples, né? Vamos nos aprofundar mais nos próximos posts.

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James Juice